EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Apoios depois do mau tempo. Ministro não aceita prorrogações de prazos

Apoios depois do mau tempo. Ministro não aceita prorrogações de prazos

Já foram pagos 3,3 milhões de euros a mais de 400 agricultores afetados pelo mau tempo, segundo o ministro da Agricultura e do Mar.

Inês Moreira Santos - RTP /
Tiago Petinga - Lusa

Na Assembleia da República, esta quarta-feira, o titular da pasta da Agricultura, José Manuel Fernandes, avisou que não vai aceitar prorrogações de prazos nos apoios para o setor.

Face ao mau tempo e à sequência de tempestades que atingiu o país, no início do ano, o Governo avançou com um apoio simplificado de 10.000 euros para os concelhos em situação de calamidade. Desses, o Governo pagou 3,3 milhões de euros a 431 agricultores afetados. 

“Avançámos com apoios simplificados até 10.000 euros para o restabelecimento do potencial produtivo. Destes, 3,3 milhões de euros já foram pagos a 431 agricultores”, anunciou o ministro da Agricultura e do Mar, que falava numa audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Pescas.

A prioridade eram os concelhos em estado de calamidade, adiantou o governante, agradecendo o “trabalho brutal” das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Rural (CCDR).


Sobre o restabelecimento do potencial produtivo, no âmbito do Plano Estratégico da política Agrícola Comum (PEPAC), José Manuel Fernandes avisou que as candidaturas fecham no próximo dia 30 de abril e que o prazo não vai ser prorrogado. Tendo havido poucas candidaturas, até à data, o ministro apelou aos agricultores para que agilizem este processo.

“Entre apoiar uma candidatura nova ou repor o potencial produtivo, a prioridade é repor”, afirmou, explicando que, desde que assumiu esta pasta, já abriu 150 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo.

Ouvido na comissão parlamentar de Agricultura, o governante apresentou aos deputados um balanço das medidas avançadas devido ao mau tempo e sublinhou que apenas se encontram em preparação seis candidaturas e que nenhuma foi submetida.

“Eu não vou aceitar prorrogações de prazos. Posso é abrir outro aviso. Os atrasos depois são sempre da minha responsabilidade”, afirmou.
"Caso contrário estamos a prejudicar aqueles que já fizeram candidaturas e a atrasar".

Recorde-se que setor da aquacultura em Portugal registou um prejuízo de pelo menos 1,5 milhões de euros, o mesmo valor do apoio avançado pelo Governo, indicou, em fevereiro, na Noruega, o secretário de Estado das Pescas, Salvador Malheiro. O Ministério da Agricultura e Mar, através do programa Mar 2030, disponibilizou um apoio de 1,5 milhões de euros para a reposição de equipamentos de empresas de aquacultura, que foram destruídos pelo mau tempo.

As candidaturas estão abertas também até 30 de abril e a taxa de apoio é de 60 por cento para as pequenas e médias empresas (PME) e de 50 por cento para as que não se enquadram nesta categoria.

Já para o setor da pesca foram disponibilizados 3,5 milhões de euros, principalmente para mitigar o impacto da paragem dos barcos durante o mau tempo. Foram aprovadas 511 candidaturas e já pagos 245 mil euros a 56 dessas candidaturas. 

No total, foram submetidas 1.268 candidaturas, mas “nem todo o setor parou”.

“A faturação em lota, em janeiro de 2025, foi de 14 milhões de euros e, em janeiro de 2026, foi de oito milhões de euros”, apontou o ministro.

Ainda em resposta aos deputados, José Manuel Fernandes adiantou que já foram desobstruídos mais de 900 quilómetros de caminhos florestais.

c/ Lusa
PUB